7 coisas que todo desenvolvedor web deveria saber

Desenvolvimento Web é coisa séria, e evoluiu muito em termos de maturidade e complexidade. Para fazer frente ao crescente níveis de exigência, nós, desenvolvedores, devemos estar aprendendo a todo instante. Não importa qual campo você deseja seguir, seja ele no lado cliente ou servidor. Mas acredito que existam coisas que todo desenvolvedor web de verdade deveria saber.

Web Standards

Hoje em dia, o mínimo que se espera de um bom desenvolvedor web é o conhecimento dos Web Standards, XHTML e CSS. Eles contribuem para a criação de documentos mais consistentes entre si, mais compatíveis e de manutenção extremamente mais simples. Aliás, o conhecimento dos padrões não é mais um diferencial como era há alguns anos atrás, mas sim um requisito básico. Se hoje sonhamos com a web semântica, os padrões web são o primeiro passo. Com documentos mais semânticos, temos mais acessibilidade e também mais relevância, principalmente no que diz respeito a motores de busca.

Mesmo depois de muita evangelização, ainda temos desenvolvedores que acabam de descobrir as maravilhas do mundo validado. Também temos aqueles que não fazem a mínima idéia do que isso signifique, ou que não tem o mínimo interesse em aprender. Se você é um desses, hora de rever seus conceitos…

JavaScript

O JavaScript, apesar de ter sido muito injustiçado no passado, é uma linguagem onipresente, e de extrema importância. Qualquer usuário tem pelo menos um interpretador instalado em seu computador. Além do mais, ela é a única linguagem client-side disponível, e permanecerá assim por um bom tempo.

JavaScript vai ser a próxima grande linguagem. Apesar de ainda estarmos longe de resultados surpreendentes, caminhamos rápido nesse sentido. Muita coisa que antigamente só era possível com Flash hoje é feita com JavaScript.

Além da própria linguagem, aprenda a usar alguma biblioteca, como Mootools, jQuery ou Prototype. Aliado a essas ferramentas, você poderá criar aplicações muito mais interessantes em muito menos tempo. Mas atenção: não aprenda somente a biblioteca, sem aprender antes JavaScript puro. Afinal, saber só jQuery é coisa de designer.

Expressões Regulares

Um simples replace nem sempre é suficiente quando trabalhamos com manipulação de textos. Aí entram as Expressões Regulares, poderosa ferramenta que todos conhecem, alguns usam, e poucos realmente sabem. Seja em PHP, Ruby, Python ou mesmo JavaScript, algum dia você precisará delas.

Se você leva desenvolvimento a sério, dedique um tempo a aprender expressões regulares (Expressões Regulares – Uma Abordagem Divertida é um bom começo!). Além de uma ferramenta de desenvolvimento, elas podem se tornar ferramentas de produtividade. Se você usa IDEs com suporte a busca e substituição com expressões regulares, pode se beneficiar muito disso.

Controle de Versão

Para alguns, o Controle de Versão mudou completamente, e para a melhor, a forma de trabalhar. Para outros, parece simplesmente inútil, principalmente para quem trabalha sozinho. Seja CVS, SVN, GIT, Mercurial ou qualquer outro, o controle de versão, aliado a ferramentas como o Trac, pode fazer maravilhas. Além de manter controle de suas alterações, podendo sempre voltar atrás caso alguma modificação dê errado ou mesmo quando o cliente não aprova, você pode manter um controle de sua produtividade, analisando quantos commits foram feitos em quanto tempo, quantos tickets foram fechados, quantos ainda permanecem pendentes.

Desde que passei a utilizar SVN em alguns projetos, como no próprio Spaghetti, notei uma grande melhora no controle sobre o código. Nunca mais pensei duas vezes em apagar grandes blocos de código pensando que eles poderiam ser úteis outra vez (e geralmente nunca seriam realmente necessários). Uma excelente forma de analisar seu progresso, uma excelente forma de backup, uma excelente forma de manter seu código sincronizado. Esqueça aquele colega que tem uma versão ultrapassada de seu código e sobrescreve partes importantes. Quando passei a utilizar ferramentas de tracking, bugs não eram esquecidos, idéias estavam sempre à mão. Digo, como muitos por aí: isso realmente mudou a minha maneira de desenvolver.

MVC

O Model-View-Controller, ou MVC para os íntimos, nunca fez tanto sentido quanto na web. Depois do Ruby on Rails, virou quase um requisito básico para o desenvolvimento de bons projetos. E desde então, desenvolver não tem mais graça. Além disso, a separação de aplicações nessas 3 camadas torna o desenvolvimento e manutenção muito mais simples.

Se você não quer ficar para trás, adote seu framework. O pattern é usado na maioria deles, e de brinde você ganha muita produtividade. Frameworks tornam as linguagens menos ruins. Se você usa PHP, eu sugeriria o Spaghetti. Se você usa Ruby ou Python, e é seu primeiro contato com frameworks, siga a tendência e adote Rails ou Django. Se você é corajoso, faça como fizemos na minha agência: crie seu próprio framework. Usando algum framework ou não, o que importa é pegar o espírito da coisa.

SQL

Mesmo com toda a flexibilidade e abstração da camada de dados que os frameworks MVC nos oferecem, SQL ainda é necessário. Apesar de você não vê-lo, ele ainda está lá. Consultas complexas ou mais específicas nem sempre são disponibilizadas pelos frameworks, e sempre pode haver a necessidade de uma incursão via terminal, para tarefas de manutenção, por exemplo.

Talvez você não acredite no retorno que isso pode trazer. Até ter nas mãos uma aplicação gigante e extremamente dependente de banco de dados, onde as consultas devem ser otimizadas ao máximo para minimizar a carga do servidor. Você não quer sua aplicação baleiando por você não saber SQL, quer?

Desenvolvimento Guiado a Testes

Test Driven Development, ou simplesmente TDD, é, na minha opinião, a melhor maneira de manter seu código livre de bugs. Fazer o desenvolvimento guiado a testes significa desenvolver o teste antes da funcionalidade. A cada iteração, os testes são rodados novamente, de maneira automática, e você sempre saberá se alguma modificação quebrou o restante do código.

Sem testes automatizados, aplicações nunca são testadas como deveriam. São tarefas repetitivas e cansativas. Com o auxílio de ferramentas de testes, eles podem ser rodados várias vezes, certificando de que tudo está correndo bem. Se um novo bug é descoberto, um novo teste é criado, as modificações são feitas, e você terá a certeza de que o problema foi resolvido para todo o sempre, sem quebrar o restante da aplicação. E convenhamos, não há nada pior do que bugs…

Não é obrigatório que um desenvolvedor saiba tudo isso, embora eu considere extremamente importante, mesmo alguns não sendo necessários todos os dias, todos podem melhorar nossa maneira de trabalhar. Ainda não domino todos os itens citados, mas tenho um bom conhecimento em todos eles. O que importa mesmo é buscar isso, e sempre continuar aprendendo. Mexa-se! Você não quer ficar para trás, quer?

06 de novembro, 2008

Hello, Good to be Back!

Dois meses, e nada de postagens. Sou um blogueiro um tanto relapso, admito. Cuidar do trabalho, escola, vestibular e ainda manter a sanidade mental não é uma tarefa fácil, e certas coisas acabam ficando para trás por um tempo. O blog, infelizmente, foi uma delas. Felizmente, trago algumas novidades.

O blog está em novo domínio: JulioGreff.net. Se você está lendo esse post pelo feed, tudo já está transferido, graças ao FeedBurner. O novo domínio agora é hospedado na DreamHost. Ou seja: adeus problemas com banda e disco excedentes. Isso significa que mais novidades estão por vir. Sabem que eu adoro screencasts? Aproveitando a mudança, também fiz algumas pequenas modificações no tema do WordPress, agora um pouco mais limpo do que antes.

Nesse tempo que fiquei fora, dediquei bastante tempo a outro projeto com o Rafael Marin, na CodeBrasil: o Spaghetti. O Spaghetti é um framework MVC para pequenas e médias aplicações, ainda está em desenvolvimento e beirando o lançamento, programado para no máximo 30 de dezembro. Esse projeto diminuiu um pouco meus desentendimentos com o PHP, e estou tomando mais um pouco de gosto pela linguagem. Caso deseje, você pode fazer o checkout do Spaghetti através do SVN. Sinta-se a vontade para testá-lo, submeter bugs e sugestões, e nos ajudar no desenvolvimento.

Também estou participando do Blogging Idol 2, do Daily Blog Tips. Isso significa que estarei mais dedicado ao blog pelo menos até 30 de novembro. Tenho metas grandes (embora ganhar não seja uma delas), e acredito que será proveitoso tanto para mim quanto para você, leitor. Se você ainda não assina o feed principal e gostaria de me ajudar, assine agora! Se você já é assinante, convide seus conhecidos desenvolvedores a conhecerem o blog. Eu agradeço, e você também ganha com conteúdo de qualidade.

Agradeço a todos que me contataram nesse afastamento, com dúvidas, agradecimentos e pedidos de postagens, e que aguardaram minha resposta (sim, demorou…). Também agradeço a todos que assinam o feed ou lêem o blog, nunca imaginei que chegaria a quase 300 pessoas. Meu sincero muito obrigado. Espero poder satisfazer as expectativas, e postar mais regularmente. Até breve, pessoal!

01 de novembro, 2008

Interfaces de Usuário com JavaScript

A web vai se tornando uma plataforma cada vez mais próximas das aplicações desktop que temos. Temos várias aplicações por aí para provar isso. Mas aos olhos do usuário, uma aplicação só com XHTML+CSS às vezes pode não ser tão interessante. De uns tempos pra cá, entretanto, várias bibliotecas surgiram para acabar com esse problema, e trazer interfaces de usuários realmente interessantes. Preparado para algo fora de série?

O número dessas bibliotecas é incontável, algumas mais simples, outras mais complexas, outras mais famosas, algumas nem tanto. Fiz uma breve pesquisa, e trouxe as mais conhecidas (e algumas nem tanto) para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer. Só para lembrar, hoje não vou tratar sobre o uso dessas bibliotecas, isso fica pra uma próxima oportunidade, já que a idéia é um pouco extensa.

ExtJS

A ExtJS é de longe a biblioteca mais conhecida. Provavelmente você já deve ter pelo menos ouvido falar sobre, a menos que você viva na Sibéria. Também acredito que deva ser uma das mais antigas, e por isso uma das mais completas também.

ExtJS

Seu visual é espetacular, mas tem seu preço: ela é muito lenta. Todos os efeitos de transparência, os drag ‘n’ drops, tudo isso exige muito do pobre navegador. Pense bem antes de escolher onde usá-la, faça somente se for necessário, nunca para simples “enfeites”. Lenta, mas uma obra de arte.

E os desenvolvedores AIR não precisam ficar tristes: há até um demo do bichinho em funcionamento. Ainda não tive muito tempo com o AIR, mas acredito que a questão da velocidade não seja tão crítica quanto em um navegador, quem puder falar sobre, agradeço.

Yahoo User Interface

Yahoo User Interface

A Yahoo User Interface, ou YUI, deve ser a primeira user interface a se popularizar. Foi a base do nascimento da ExtJS. Tem lá seus defeitos, como o prefixo YUI para todos os métodos, mas tem um poder imenso. Me parece ser bem mais leve que a Ext, e usa gráficos bem mais simples também.

A documentação é um dos pontos fortes. Mantida pela comunidade de desenvolvedores do Yahoo, você nunca estará sozinho. Apesar disso, achei o site um pouco confuso para encontrar alguma coisa, principalmente os demos. Mas o material está lá, e há muito…

MochaUI

Ainda beta, a MochaUI seria a minha preferida. Adivinhem por quê? Sim, baseada na Mootools… A demonstração realmente me deixou impressionado, talvez tenha sido o relógio.

MochaUI

Aparenta ser bem leve, tanto que na demonstração você pode modificar propriedades das janelas sem travar o navegador. Usa gráficos simples, mas não menos atraentes. De longe, seria a primeira que eu escolheria para trabalhar (sim, opinião extremamente parcial). Mal posso esperar pela versão 1.0!

Dijit

Falando em Dojo, nem é preciso dizer muito. O framework mais abrangente que conheço também conta com sua interface de usuário, o Dijit. Não consegui encontrar demonstrações no site, mas as imagens mostram algo realmente promissor.

Dijit

Lendo a descrição do projeto, você verá que o Dijit não é apenas uma simples interface de usuário. É extremamente customizável, extensível, acessível e localizável. O que isso significa? Bem, dê asas à imaginação, o céu é o limite…

jQuery UI

O jQuery UI, bem jovem ainda, também é espetacular. Baseado na brilhante jQuery, tem tudo para deixar qualquer um de boca aberta. A demonstração de efeitos, por exemplo, me impressionou muito. A própria tela de demonstrações é uma obra de arte.

jQuery UI

Apesar de baseada no jQuery, achei a biblioteca ligeiramente lenta. Talvez tenha sido impressão, mas não esperava isso de jQuery. Entretanto, pela sua idade, é muito madura, muito poderosa. Se jQuery não havia me chamado atenção ainda…

Prototype UI

Prototype UI

Até então desconhecido pra mim, o release candidate Prototype UI não conseguiu me chamar a atenção. Não por ser baseado em Prototype e Scriptaculous (o que já considero um ponto contra), nem por usar um tema do Mac, mas por parecer muito prematura. Os demos apresentados são bonitinhos, mas um tanto “crus”. Prefiro não dar minha opinião, vai que o negócio vire um Ext-killer?

SproutCore

SproutCore

O SproutCore, iniciativa da Apple, tem uma proposta um tanto “utópica”, pelo que entendi é trazer o Cocoa para a web. As demonstrações são interessantes, mas o pobre navegador sofreu as conseqüências. Esse negócio consegue ser mais pesado que a própria Ext! Além disso, vi mais opiniões negativas do que positivas…

UIZE

UIZE

O UIZE (pronuncia-se “you eyes”) é outro que nunca havia sido apresentado a mim. Concordo com o pessoal do Ajaxian: são os efeitos mais legais que já vi. Apesar disso, a biblioteca ainda necessita muito mais trabalho, já que tem poucos recursos (poucos, mas legais).

Não tive a oportunidade de trabalhar por algum tempo com nenhuma dessas bibliotecas, e nem falar muito sobre as quais tenho mais experiência. Somente uma breve opinião sobre cada uma. Caso tenha esquecido de alguma, por favor, cite-a nos comentários, terei prazer em falar um pouquinho. Só uma precaução: cuidado onde você irá usar tudo isso… Existem aplicações e aplicações. Até mais!

25 de agosto, 2008

Mootools vs. jQuery

A batalha final: Mootools versus jQuery. Quem será o vencedor dessa sangrenta batalha? Tudo bem, sem violência então. Como mais novo usuário de jQuery e ainda usuário de Mootools, tive a idéia de fazer apenas uma breve comparação com as duas bibliotecas, nada de luta…

Antes de tudo, nem pensem os usuários de Mootools que sou um traidor, um subversor, nem os usuários de jQuery achem que sou um “fiel convertido” e abandonarei a Mootools para todo o sempre. Ambos dois lados de acordo e em paz, vamos à comparação.

Propósito

A primeira coisa que me fez dar uma segunda chance ao jQuery foi minha maturidade adquirida de uns tempos pra cá. Pude perceber que jQuery e Mootools têm propósitos diferentes. Pode-se usá-las para a mesma coisa, mas mais código terá que ser escrito.

A Mootools é uma biblioteca bem mais complexa e mais completa. Seu escopo é bem maior, e permite muito mais coisas. Algumas dessas coisas são a criação de classes, vários métodos para os tipos nativos da linguagem (funções para Strings, Números, Arrays), JSON, cookies, e tudo o mais que você puder imaginar através de plugins. É bem mais voltada a “programação de verdade”, ou seja, trabalhar mais com a linguagem e processamento do que seu resultado no documento.

A jQuery tem um escopo muito mais fechado: DOM. Criação e edição de objetos, seletores muito poderosos e simples, baseados em CSS e XPath e manipulação de eventos. Tudo isso integrado dentro de uma mesma função. Indo um pouco mais além, a biblioteca também inclui a criação de efeitos básicos e requisições Ajax. Ainda dentro do cifrão bombado.

DOM

Tanto Mootools quanto jQuery lutam nesse campo: DOM. Ambas também possuem a mesma função $, que vem me confundindo muito quando trabalho com uma ou outra biblioteca. Na Mootools, somente IDs. no jQuery, qualquer seletor CSS3 ou XPath. Não que a Mootools não tenha todos os seletores que jQuery, mas em uma função diferente: $$. Particularmente gostei separação, mas a versatilidade da jQuery absolutamente não me incomoda. Nessa parte, pra mim é um empate.

Ainda não tive a oportunidade de inspecionar o código da jQuery, mas posso dizer que o John Resig é um gênio: além de recuperar elementos do documento, o $ ainda os cria. E não através da criação manual de elementos e nós de texto. Você digita o HTML, e a função os cria sozinha. Adeus innerHTML… Na Mootools? Bem, acho melhor pular essa parte, vocês já devem ter percebido… jQuery na cabeça.

Quanto às outras funções, como definição e recuperação de atributos, ambas bibliotecas não deixam a desejar. A jQuery, entretanto, tem o diferencial de usar a mesma função para definição de uma ou várias propriedades, além de recuperá-las. Na Mootools, temos o get e set. Pra mim não faz diferença alguma em termos de desenvolvimento, ambas são intuitivas. Empate novamente.

No final das contas, jQuery é excepcional em tarefas de DOM, e supera, e muito, a Mootools, até por ser seu “habitat natural”.

Ajax

Ajax é outra frente de batalha em que as duas bibliotecas se enfrentam. jQuery conta com métodos extremamente simples para a tarefa, muito bons para requisições simples em aplicações pouco exigentes em relação a requisições assíncronas. Já a Mootools conta com uma classe bem mais trabalhada, mais extensa e mais flexível, principalmente para eventos.

Mesmo trabalhando com, as duas bibliotecas não o fazem para o mesmo propósito na minha opinião. A jQuery me parece melhor para requisições simples: enviar a requisição e fazer alguma coisa com a resposta. Já a Mootools trabalha com os aspectos mais “sórdidos”, como as mudanças de estado, headers, enfim. Até prefiro não falar muito sobre jQuery aqui pois não tive muito tempo com Ajax, posso ainda não ter visto algumas funcionalidades.

Efeitos

Existe algo que deixe uma aplicação mais interessante do que coisas se mexendo? Eu acho que não, mas esse não é o caso. Na jQuery, temos poucos efeitos built-in, mas me parece ser bem extensível. Já a Mootools tem uma gama enorme de transições, e podemos escolher qualquer propriedade do CSS para animar, e o melhor: ainda contamos com uma maneira muito fácil de criar novas transições. Mas a Mootools, principalmente nessa nova versão, peca em manter esses efeitos fáceis de aplicar. No jQuery, só um fadeIn ou fadeOut e presto, temos um efeito. No entanto, por mais chato que seja, ainda fico com a Mootools…

Plugins

Quando só a biblioteca sozinha não dá conta, hora de chamar os plugins. Ambas bibliotecas são extremamente extensíveis, cada uma a sua maneira. Na Mootools através da extensão das classes, no jQuery através de um “mecanismo” muito interessante, que “gruda” suas funções na função jQuery.

Mesmo sendo um fã da programação orientada a objetos e da maneira como a Mootools o usa, gostei muito mais da maneira como o jQuery faz a inclusão de plugins. Eles realmente passam a fazer parte da biblioteca. Vitória do jQuery, embora no final das contas não faça diferença alguma…

Facilidade de Uso

Nenhuma das bibliotecas tem um uso complicado. Além disso, ambas tem um foco diferente.

Talvez você já tenha notado, mas a maioria dos designers e programadores JavaScript menos experientes preferem jQuery. Não é à toa, ela é extremamente simples de ser usada. Nunca ouviu dizer que jQuery é para designers? Isso também não significa que usuários mais experientes ou experts na linguagem não irão gostar ou conseguir trabalhar.

Já a Mootools, como diz o próprio site, é direcionada a usuários intermediários ou avançados. À primeira vista ela é realmente mais complicada, sem dúvida. Talvez por isso não chame tanto a atenção quanto jQuery.

E o vencedor é…

Como disse logo no início do texto, jQuery e Mootools são bibliotecas diferentes, servindo para propósitos diferentes. Não é possível compará-las em sua totalidade, por isso não falei sobre muitos recursos que a Mootools oferece e jQuery não tem (built-in, é claro). jQuery é para DOM, Mootools é para facilitar sua programação. Já imaginou ambas bibliotecas juntas? Enfim, tenha bom senso e saiba utilizar as bibliotecas onde elas se dão bem, e não seja cabeça-dura como eu era tentando usar a Mootools em qualquer situação…

18 de agosto, 2008

jQuery – Segundas Impressões

jQuery - Write Less, Do More

Por algum motivo de natureza desconhecida, nunca gostei muito de jQuery. Talvez eu não tenha gostado muito do $ pau-pra-toda-obra, ou então da excessiva facilidade que a biblioteca propõe. Por alguma outra razão também desconhecida, há alguns dias atrás resolvi dar uma segunda olhada na biblioteca-prodígio. Se tem tanta gente usando, algo de bom deve ter.

Durante os Testes

Depois alguns minutos testando a biblioteca direto no Firebug, tive a mesma impressão do que na última vez em que a usei: cada função, cada método faz no mínimo umas três coisas diferentes. Definir um atributo, recuperar seu valor, definir vários atributos ao mesmo tempo e ainda pode servir um cafezinho. Talvez esse tenha sido um dos motivos para me afastar da biblioteca. A diferença é que de uns tempos pra cá venho aumentando bastante minha maturidade na programação, e vi que esse conceito pode servir muito bem. Ponto pro jQuery.

Outra característica que não me agradou muito na primeira experiência com jQuery é o retorno da função $: ela sempre retorna um objeto jQuery, e não o objeto DOM que eu escolhi. Isso, na época, me incomodou muito. E se, na pressa, eu quiser jogar um innerHTML e não quiser me preocupar com criar e injetar nós? Mais uma estupidez minha, o método html cuida de tudo isso, e nunca mais vou precisar me preocupar em criar nós… Além do mais, acabei descobrindo que não estender objetos nativos é bem melhor em questões de performance. Mais um ponto pro cifrão polivalente.

Durante a Produção

Hora de passar para a prática. Como qualquer outra nova ferramenta, é complicado usar jQuery quando se está acostumado à Mootools. Estou me atrapalhando bastante, principalmente na hora de usar os seletores. Já cansei de usar $$, esquecer o # antes de IDs, trocar nomes de métodos, enfim. Tudo normal, eu pego o jeito…

Esquecendo a questão da produtividade em período de adaptação, fiquei bastante satisfeito com a biblioteca. No que ela se propõe a fazer, é simplesmente fenomenal, algo fora de série. Versátil, simples e poderosa. Gostei muito dos métodos relacionados a Ajax que, para qualquer requisição simples, são úteis e otimizados ao extremo em termos de código.

E a escolha?

Gostei de jQuery, muito. Acredite, se você nunca usou, não sabe o que está perdendo, e se já usou e não gostou antes de testar mais aprofundadamente, não seja cabeça-dura como eu e dê outra chance. John Resig, o criador da jQuery, com certeza sabia o que estava fazendo, até porque ele é o cara!

Mas e a Mootools, onde fica nessa história? Não vou abandoná-la, ainda é minha biblioteca preferida. Ela é imbatível em características que o jQuery não tem. Ambos servem para propósitos diferentes. Não vou “escolher” alguma das duas, o ideal é unir o potencial de ambas, não sou xiita.

Essa experiência serviu para me mostrar que uma ferramenta não pode resolver todos os seus problemas de maneira eficiente, mas podemos unir várias ferramentas para resolver vários problemas da melhor maneira possível. Aguardem os próximos capítulos dessa história…

11 de agosto, 2008